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Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 20h:29

Emanuel Pinheiro acredita que oposição reverterá os votos

Um dos principais líderes da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) acredita que a oposição poderá conseguir votos suficientes na Assembleia Legislativa para barrar a proposta do Executivo de pagar 6% da RGA (Revisão Geral Anual) parceladamente. Na avaliação do parlamentar, a vitória do governo de 12 votos a 10 revelou que até a base governista se mostra descontente com a condução dada pelo Executivo para pôr fim à greve dos servidores públicos, deflagrada no dia 31 de maio por falta de consenso a respeito do pagamento da reposição inflacionária em seus salários. “A divisão já era esperada. Os deputados representam a população e a cada semana estão se sensibilizando mais com os servidores. O governo errou na condução, se desgastou politicamente com os servidores e em determinados momentos quis transferir o desgaste para a Assembleia Legislativa”, disse. O peemedebista ressalta ainda que, em sua visão, houve uma sequência de erros administrativos que impediu um consenso dos servidores públicos com o Executivo. “Foi uma sucessão de equívocos que está custando o cumprimento de um direito constitucional que é uma conquista dos servidores. É por isso que acredito muito que vamos ganhar. Essa série de equívocos políticos e administrativos que trouxe tudo isso e por mais inacreditável que seja, esses erros não param, continuam constantes”. Pinheiro citou como um equívoco a declaração do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que numa entrevista ontem à rádio CBN informou que o Estado avalia não pagar a reposição inflacionária aos servidores públicos se a mensagem de autoria do Executivo não for aprovada no Legislativo. “Isso só tensiona ainda mais. Essas ameaças não contribuem em nada para a melhoria da relação com os deputados e os servidores públicos. A RGA é a revisão do ano anterior, não se pode propor a pagar dois anos depois”. Por último, o deputado condenou a forma como foi conduzida a mensagem e avalia que o Executivo deveria, primeiro, chegar a um consenso com o Fórum Sindical para, posteriormente, encaminhar a votação do Legislativo. “Essa mensagem poderia ser enviada em agosto, e depois de um acordo com os sindicatos que pusesse fim à greve. Essa mensagem é desnecessária. O Estado não precisa dela para conceder a RGA. Isso é uma forma de pressionar a Assembleia Legislativa e envolver os deputados, o que é um absurdo”, disse. (RC)

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O governador é o culpado
O prefeito da Capital também tem culpa
Essa briga prejudica as ações de combate à Covid-19
É uma disputa político-eleitoral
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