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Cuiabá MT, Sábado, 11 de Julho de 2020
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2019, 17h:32

NOVO GOVERNO

Estado quer vender dívida em dólar

Mauro Mendes quer negociar dívida feita por Silval Barbosa para o Banco Mundial

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O governador Mauro Mendes (DEM) estuda vender a dívida em dólar - feita pelo governo Silval Barbosa junto ao Bank of America - para o Banco Mundial. Caso a operação seja concretizada, a estimativa é que ocorra, já no primeiro ano, uma economia de R$ 200 milhões para os cofres do Estado. O governador disse que está tentando negociar a dívida com o Banco Mundial e acredita que o pacote de medidas econômicas aprovado na Assembleia deverá facilitar um possível acordo. A dívida de U$ 479 milhões foi contratada pelo ex-governador Silval Barbosa, em 2012, para negociar parte de pendência de R$ 5 bilhões que o Estado tinha com a União, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A dívida dolarizada começou a ser paga durante o Governo Pedro Taques (PSDB), que parcelou os U$ 479 milhões em 20 vezes, durante 10 anos. Ainda restam 12 parcelas. Desde que passou a analisar as finanças do Estado, ainda na campanha, o governador informou que iria tentar minimizar o peso que o compromisso se transformou para o Executivo estadual. Semana passada, ele disse que conversou com representantes do Banco Mundial. Segundo Mauro Mendes, a negociação da dívida com a entidade é um grande negócio para o Estado. “Nós alongamos a dívida e diminuímos os juros”, declarou. Neste ano, está programado que o Estado pague cerca de R$ 280 milhões ao Bank Of América. Segundo Mauro, em caso de negociação com o Banco Mundial, o valor cai, pois os juros serão reduzidos. “Essa prestação cai em torno de R$ 60 milhões ao ano. Isso dá uma folga de quase R$ 200 milhões no caixa [até o fim do pagamento dos U$ 479 milhões]”, declarou. No entanto, para que o Banco Mundial aceite negociar a dívida, o democrata ressaltou que a entidade passa uma “lição de casa”. “É assim que ele se comporta no mundo inteiro, onde ele financia governos e agentes públicos”, disse. “É um banco de desenvolvimento, financiado por alguns grandes países, então há regras a se cumprir. Se cumprirmos as regras, vamos ser ajudados. Se não cumprirmos, não seremos ajudados”, acrescentou. Entre os pontos que Mauro pretende utilizar como argumento para mostrar ao Banco Mundial que está fazendo a “lição de casa” está o “Pacto por Mato Grosso”, pacote de medidas aprovadas na Assembleia na última quinta-feira (26). “O Banco Mundial tem regras claras, que vamos divulgar oportunamente quais são, pois agora não as tenho, mas certamente é preciso mostrar que está buscando o equilíbrio. Nenhum banco dá dinheiro para quem não tem condição de pagar”, afirmou. “Se hoje, o que arrecadamos não paga nem a despesa do mês, como vai pagar o financiamento que o banco está te dando? Então, ele quer ver claramente se estamos fazendo a lição de casa, que é economizar, buscar o equilíbrio, para ter condições de ele emprestar e ter condições de pagar no futuro”, completou. Mauro ressaltou ainda que o congelamento da Revisão Geral Anual (RGA) por dois anos, conforme definido pelos deputados estaduais, é um dos pontos que trará economia ao Estado e facilitará o diálogo com o Banco Mundial. “Não tenho todas as regras aqui, mas me lembro que, na conversa que tivemos com representantes do Bank of América em dezembro, que uma delas era a alteração, que eles entendiam que esse era um dos grandes ofensores que o Estado tinha, que era o rápido crescimento do volume de folha de pagamento”, completou.

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