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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019, 17h:46

Governador se reúne com novos deputados

O governador Mauro Mendes (DEM) se reuniu na manhã desta segunda-feira (14) com os deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura. A intenção do democrata é garantir o apoio dos parlamentares novatos para implementar medidas que visam garantir o equilíbrio fiscal do Estado. Para tanto, o chefe do Executivo Estadual detalhou, durante o encontro, toda a situação econômica de Mato Grosso, e apresentou quais as medidas que pretende adotar para contornar a crise neste primeiro ano de mandato. Vale lembrar, entretanto, que já está tramitando na Assembleia Legislativa quatro projetos de leis que visam amentar a arrecadação e gerar economia aos cofres públicos. Entre elas, a reforma administrativa, que reduz o número de secretarias e o número de empresas públicas, e ainda corta mais de três mil cargos comissionados. Outra proposta diz respeito a reformulação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o qual irá garantir para Mato Grosso uma arrecadação de R$ 1,4 bilhão ao ano. Além disso, também está sob a análise do Parlamento Estadual as mensagens referente a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, e a regulamentação da Lei de Responsabilidade Fiscal a nível estadual. Para o deputado eleito Lúdio Cabral (PT), essas mensagens deveriam ser debatidas apenas na próxima legislatura. “O atual governador foi eleito junto com os novos deputados. Então, a atual Assembleia ainda é a Assembleia do governador Pedro Taques. Essas medidas precisam ser votadas na Assembleia que foi eleita junto com o Mauro Mendes. Com todo respeito aos atais deputados, mas a responsabilidade delegada pela população para governar e fiscalizar a partir de agora é nossa”, disse. O petista ainda afirma que não acredita no discurso de crise financeira. Para ele, os governantes precisam parar de atender a interesses próprios. “Eu já disse em outras ocasiões vive uma suposta crise financeira, porque se eu estou em crise, porque razão eu concedo R$ 4 bilhões ano em renúncia fiscal. Esse é um indicativo que não há crise financeira no Estado, há um estado governado por determinados interesses, e são esses interesses que precisam ser enfrentados, e não mais uma vez penalizar os servidores públicos”, disse. O deputado Ulysses Moaraes (DC), reconheceu que o Estado passa por grandes de dificuldades e afirma que somente a união de esforços poderá tirar Mato Grosso desta crise. “Vejo com bons olhos as reformas que foram apresentadas. O caixa do Estado está realmente em uma situação muito delicada. Então, nós temos que fazer esforços, todos os poderes, todos os funcionários, e principalmente nós no parlamento”, enfatizou. O parlamentar, inclusive, faz referência ao corte de R$ 35 milhões proposto por Mendes no orçamento do Parlamento Estadual neste ano. Para ele, a Casa de Leis poderia contribuir muito mais, assim como os demais poderes constituídos. “Todos sabem da minha posição com relação a redução do duodécimo da Assembleia. Acredito, inclusive, que essa redução que está sendo apresentada é um tanto quanto tímida, mas nós precisamos nos unir agora e fazer um esforço pelo estado de Mato Grosso como um todo”, completou. No total, 12 parlamentares estiveram presentes no encontro. Além dos novatos, também participaram da reunião o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM), e o futuro líder do Governo na Casa de Leis, deputado Dilmar Dal’Bosco. Por parte do governo, além do governador, estavam presentes o vice Otaviano Pivetta (PDT) e o secretário de Fazenda Rogério Gallo. De acordo com o pedetista, a atual administração trabalha com o objetivo de atingir o equilíbrio fiscal a médio prazo. “O Estado gasta mal, é burro. Precisamos gastar bem, com inteligência, para virar esse jogo. É isso que estamos querendo fazer. Não é possível apurar a economia que vai dar, mas a médio prazo o Estado será efetivo e eficiente. Podemos gastar R$ 7,5 mil por aluno por ano, mas para ter uma Educação que a sociedade merece”, pontuou. Neste sentido, o vice-governador credita que medidas como a taxação do agronegócios se fazem necessários, tendo em vista o desequilíbrio econômico do Estadual, que possui um déficit na ordem de R$ 1,7 bilhão. “Estado precisa ter um programa de saneamento das contas crível, de verdade e é isso que estamos propondo. Não tem mais como continuar fazendo de conta e deixando o Estado andar ladeira abaixo. Precisamos estabelecer outra topografia para as contas públicas e para o caminho que o Estado quer”, frisou. (KA)

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