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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016, 19h:47

No governo Taques, bancada do PR na Assembleia desapareceu

Filiação partidária em Mato Grosso é uma condição pouco além do imaginário. Na Assembleia o PR de Wellington Fagundes perdeu sua bancada de cinco deputados eleitos em 2014; todos trocaram de partido. Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho, se filiaram ao PSD do vice-governador Carlos Fávaro; Mauro Savi voltou para o PSB que foi seu berço político. Evangélico, Sebastião Rezende aderiu ao PSC, que se identifica com seu credo religioso. Emanuel Pinheiro assinou ficha no PMDB do cacique Carlos Bezerra. As trocas de partido não acontecem somente na esfera dos cargos proporcionais. O governador Pedro Taques foi eleito pelo PDT e se filiou ao PSDB; o vice-governador Carlos Fávaro chegou ao poder pelo PP e migrou para o PSD; e o senador Blairo Maggi trocou o PR pelo PP. Três dos ex-deputados do PR migraram para o PSD e o PSB, da base aliada de Pedro Taques; essa mudança não foi o fato que empurrou Wellington às críticas ao governador. O senador vê com naturalidade a troca de sigla e após o esvaziamento de sua bancada ele coordenou a campanha de Emanuel Pinheiro para prefeito de Cuiabá. Tudo leva a crer que o fosso entre os dois é formado pelos dentes da engrenagem da luta pelo poder, independentemente das razões alegadas e de seus fundamentos ou não. Wellington é visto enquanto político capaz de alinhavar alianças. Tanto assim, que nas eleições deste ano para a prefeitura de Rondonópolis apoiou o prefeito Percival Muniz (PPS), que tentou a reeleição e que no passado foi seu adversário. Porém, com Taques aparentemente não há uma trilha sequer que abra caminho à reconciliação. O posicionamento do senador contrário ao governador é expresso em tom que mistura rispidez e indignação. Sobre Taques, Wellington diz abertamente o que outros políticos que entrevistei também disseram, mas sem que autorizassem sua publicação, a chamada conversa em off. Resta saber se os outros críticos, que agem na penumbra, também partirão para o confronto. O senador não se preocupa com os desdobramentos de sua fala. Seu entendimento é o de que o homem público não pode se omitir. “Temos urgentemente que reconstruirmos a boa imagem de Mato Grosso e isso é o que me move e não me permite acomodar”, afiança. (EG)

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