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Cuiabá MT, Terça-feira, 07 de Julho de 2020
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2019, 17h:01

REAÇÃO

Servidores ainda ameaçam com greve geral

Após a sessão na noite de quinta-feira (24), que aprovou pacote de medidas encaminhadas pelo governo para reequilibrar as contas do Estado, os servidores prometeram greve geral para os próximos dias. Para um dos coordenadores do Fórum Sindical e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, a aprovação dos projetos, mesmo com emendas, é vergonhosa. “Para nós foi lamentável, indignante. Esses caras não pensam em ninguém. Ganham muito bem para o pouco de bem e muito de mal que fazem para nós”. Oscarlino Alves disse ainda que as emendas não contemplaram as reivindicações dos servidores que queriam a retirada dos projetos da pauta ou a reprovação. “Foi uma cócega, uma coisa muito amena para não sair tão ruim, porque a gente estava ocupando o plenário, fizeram uma proposta, mas não resolveu praticamente nada. As emendas não mudam muita coisa”. Sobre os próximos passos do movimento, o sindicalista explica que existe a possibilidade de greve. “Vamos fazer as reuniões e as assembleias. É possível, estamos com salário atrasado. Tivemos dilapidados os nossos direitos que foram construídos há décadas”. A professora universitária e membro do Fórum Sindical, Edna Sampaio, classificou como “afronta aos serviços públicos e aos servidores” a aprovação do pacote de projetos elaborado pelo Poder Executivo. “Estamos muito tristes. A gente entende que foi uma grande afronta aos serviços públicos, ao Estado. É lamentável que o governador tenha sido eleito para defender os interesses públicos, dos trabalhadores, dos serviços públicos e tenha feito exatamente o contrário do que ele falou na campanha”, lamentou a sindicalista. Todavia, ela ressalta que, em função das mobilizações e articulações feitas pelos servidores, foi possível “minimizar” os impactos de alguns projetos aos servidores públicos. Ela cita como exemplo, a aprovação das emendas que incluem os recursos do Fundo de Auxílio à Exportação (FEX) e do Fethab no cálculo da Receita Corrente Líquida do Estado, bem como a emenda que garante as progressões e promoções de carreira, ainda que o Estado extrapole os limites impostos pela LRF com gasto de pessoal. “Tivemos alguns avanços, mas vejo que o Governo teria outras escolhas a fazer. Não podemos mais continuar sem a taxação do agro. É preciso discutir com os poderes e mostrar que eles não podem consumir quase 17% da receita do Estado”, disse. O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Judiciária Civil (Sindepo), Wagner Bassi, afirmou na manhã de ontem que, mesmo com parte das demandas dos servidores atendidas pelos deputados estaduais, a greve da categoria ainda não está descartada. “Os deputados atenderam em parte nossos pedidos, e agora nós vamos reanalisar todas as estratégias. Mas até agora não tem nada definido. Nós estamos avaliando”, disse o delegado. Entre as mensagens aprovadas, estão a que estabelece critérios para a concessão da RGA (Revisão Geral Anual) aos servidores do Estado e a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual. As mensagens foram aprovadas com emendas. Avaliada como um dos ganhos está à emenda, na LRF, que garante as progressões e promoções de carreira aos servidores, mesmo se houver estouro no limite de gastos com folha. Também foram incluídas no texto final emendas prevendo que recursos do Fethab e FEX (Fundo de Auxílio às Exportações) sejam incluídos no cálculo da receita corrente líquida do Estado, o que elevaria as chances de concessão de RGA. Ambas as propostas atenderam pedidos dos servidores. O sindicato dos delegados, assim como outros da segurança pública, deve se reunir em breve para deliberar sobre uma possível greve. Apesar de parte da demanda quanto às emendas dos projetos terem sido atendidas, os servidores alegam que a greve ainda não está descartada devido ao escalonamento salarial. No início do mês o Governo de Mato Grosso anunciou o escalonamento dos salários referentes ao mês de dezembro. No comunicado, ficou estabelecido que servidores que recebem acima de R$ 6 mil líquidos – o caso de boa parte dos trabalhadores da segurança – serão pagos no dia 30.

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