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Sexta-feira, 29 de Junho de 2018, 17h:59

JARDIM LIBERDADE

Silval vai depor sobre desvio de R$ 31 mi

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Vara Contra o Crime Organizado de Cuiabá, autorizou o ex-governador Silval Barbosa a prestar depoimento na Corregedoria Geral do Estado (CGE) sobre o esquema de desapropriação do Bairro Jardim Liberdade, envolvendo o montante de R$ 31,7 milhões, em 2014. O depoimento será dado no dia 3 de julho, às 14 horas, na sede da CGE, uma vez que lá tramita a Comissão de Processo Administrativo de Responsabilização que apura os mesmos fatos, instaurado de forma sigilosa. Em delação firmada com a Procuradoria-Geral da República, Silval confessou que dos R$ 31,7 milhões pagos pelo terreno, metade (R$ 15,8 milhões) retornou como propina. Deste valor, R$ 10 milhões teriam sido usados para pagar o empresário Valdir Piran, decorrente de empréstimos tomados na campanha de 2010. Este esquema é alvo da ação penal derivada da 4ª fase da Operação Sodoma, deflagrada em setembro de 2016. Silval também disse que participaram deste esquema o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf; o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Afonso Dalberto (que é delator); e o procurador aposentado Francisco Lima Filho, o "Chico Lima". Conforme o ex-governador, todos eles "receberam propina para colaborar com o sucesso da empreitada criminosa". Silval também apontou a participação do ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi, e do ex-secretário de Planejamento, Arnaldo Alves, "apenas não se recordando se esses dois efetivamente receberam parte da propina combinada". Além deles, também respondem à ação o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Araújo; o advogado Levi Machado de Oliveira; o ex-presidente da Metamat, João Justino Paes de Barros; e os empresários Antônio Rodrigues Carvalho e Alan Malouf. O ex-governador está em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde junho de 2017. Ele ficou preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) por 1 ano e 9 meses e só saiu após fazer delação. A autorização do magistrado atende a um pedido do presidente da comissão da CGE que apura o caso. (KA)

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