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Cuiabá MT, Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
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Sexta-feira, 04 de Janeiro de 2019, 16h:45

OPERAÇÃO SANGRIA

STF mantém ex-secretário adjunto de Cuiabá preso

O ministro e presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, negou o habeas corpus ao ex-secretário adjunto de Gestão de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques, e manteve o ex-gestor na cadeia. Ele é um dos réus da operação Sangria, que investiga pagamentos superiores a R$ 14,6 milhões por contratos que a Empresa Cuiabana de Saúde Pública, ligada à prefeitura da Capital, mantinha com empresas que teria como sócio o ex-secretário municipal de saúde, Huark Douglas Correia. A decisão do presidente do STJ, de caráter monocrático e no plantão judiciário, foi proferida na última quinta-feira (3). Segundo consulta ao site do órgão, informações sobre o caso também foram solicitadas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Não há dados detalhados sobre os argumentos utilizados pela defesa de Flávio Alexandre Taques, nem as justificativas de João Otávio Noronha para negar o habeas corpus. Flávio Alexandre Taques é o único denunciado na operação Sangria, até o momento, que continua preso. Ele teve um mandado de prisão expedido no dia 18 de dezembro mas estava foragido, vindo a se entregar somente na última quarta-feira (2). O inquérito é conduzido pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz-MT). Durante as diligências, a Polícia Judiciária Civil (PJC) encontrou indícios de destruição de documentos na residência de Taques. A operação Sangria teve sua primeira fase deflagrada no dia 4 de dezembro de 2018. As investigações apuram supostas irregularidades em contratos firmados com a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (Ecusp), ligada à prefeitura de Cuiabá, com empresas que tinham como sócio o ex-secretário de saúde da Capital, Huark Douglas Correia. Ele foi preso na 2ª fase da operação, ocorrida no dia 18 de dezembro de 2018 e está em liberdade por decisão do Tribunal de Justiça. A Empresa Cuiabana de Saúde Pública foi a escolhida para realizar a administração do novo Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, inaugurado em Cuiabá no dia 28 de dezembro de 2018. O modelo de gestão escolhido pela prefeitura municipal para “tocar” a nova unidade de saúde, entretanto, vem chamando a atenção dos órgãos de controle estadual e federal. A Empresa Cuiabana é investigada após a realização de pagamentos superiores a R$ 14,6 milhões a empresas privadas, que prestam serviço a organização ligada a prefeitura da Capital, e que por sua vez possuem como sócio o ex-secretário municipal de saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia. Além do Poder Judiciário, o negócio entre a prefeitura de Cuiabá e a Ecusp também é alvo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O Pleno do órgão homologou no dia 19 de dezembro de 2018 uma medida cautelar, de autoria da conselheira interina Jaqueline Jacobsen, suspendendo a transferência da gestão do novo Pronto Socorro de Cuiabá para a Empresa Cuiabana de Saúde Pública. A organização, criada em 2013 durante a gestão Mauro Mendes (DEM), também é investigada pela Procuradoria-Geral da República.

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